O austríaco Michael Haneke se especializou no discurso psicológico da violência que habita os lugares mais obscuros da vertente humana. Em Violência Gratuita (1997) desceu aos porões de sua mente ao colocar em discussão a propensão à crueldade e á tortura, tão desprezadas no Homem, mas que tem espaço vivo quando estimuladas por algum fator externo. Aqui, em A Professora de Piano (La Pianiste, 2001, França/Áustria), Haneke quer simbolizar a degradante descida de uma mulher de meia idade aos limbos dos próprios desejos, tendo o sexo como pano de fundo (desculpe, cortina de frente) no processo de humilhação e afloramento de sua personagem-título.
Engana-se muito quem pensa que o diretor possa falhar com a sensibilidade em suas obras, pelo contrário, Haneke consegue discutir profundamente temas tabus sem que o choque seja o principal sentimento difundido durante a projeção. Não sei bem ao que isso se deve, talvez ao uso quase que hipnótico do silêncio, tão presente em seus filmes, ou a liquidez das conquistas humanas, que rapidamente se rendem à melancolia ou são surpreendidas por tragédias homéricas. De longe, mas correndo com força, surge a capacidade inabalável que o diretor tem de impressionar o espectador, atingindo diretamente nesses nossos lados secretos, absolutamente invioláveis.
O filme segue os passos de Érika Kohut (Isabelle Huppert, gélida e sensacional), professora de piano numa escola de certo renome. Érika é extremamente rígida com seus alunos e, de fato, não é uma rigidez que busca o melhor da outra pessoa, é quase que gratuita sua maneira nazista de lidar com os outros, principalmente no método de ensino, desprovido de elogios ou qualquer tipo de motivação. Parece que em algum momento aquela mulher se frustrou na sua caminhada de quase meio século, não conseguiu ser a musicista que sonhou e foi assolada pelo medo de sair e viver.
Em casa, Érika vive uma situação tão massacrante quanto sua vontade de se encontrar (é nisso que o filme se baseia: na liberdade de ser quem e o que for). A primeira cena do filme coloca Érika e a mãe (Annie Girardot), já idosa, num combate de solicitudes, onde a agressão física e moral é parte essencial daquela relação doentia entre mãe e filha. Infantil em quase todas as questões que não envolvem sua especialidade, a música, Érika se mantém refém da mãe, dorme na mesma cama que a genitora e não tem nenhum tipo de sinal para se abrir para uma vida privada.
Érika, então, encarna o espírito da mulher possessiva, sem limites e, de certa forma, corroída pela loucura. Quer sexo, quer conhecer-se sexualmente, mas não abre brecha pra isso, prefere frequentar clubes de pornografia e ser voyeur não assumida de transas de casais desconhecidos. Assim, a personagem explora toda sua política sexual, seu senso de prazer e tesão, caminhando para a tal liquidez em que seus desejos e verdades se afundarão.
O jogo começa a mudar para Érika quando ela conhece seu mais novo aluno, o jovem Walter, interpretado com bastante segurança pelo premiado Benoit Magimel. Logo de cara, o jovem se atrai pela mulher bem mais velha e, por tudo que o move, tenta conquistá-la, pelo menos, tê-la sexualmente num mergulho apaixonante, realmente guiado por paixão e desejo. A princípio, Érika o rejeita e, sobretudo, coloca Walter em seu devido lugar, mas aos poucos vai demonstrando toda sua fragilidade e curiosidade acerca de um relacionamento amoroso, sexual. Não, a personagem não irá se redimir. Após muito ignorá-lo, Erika começa a finalmente aparecer para Walter: obcecada, carente, violenta, dura, impossível de sentir dor ou alegria, movida por um instinto muito maior que seu bom senso, totalmente descaracterizada da realidade amorosa. A relação de professora-aluno dá lugar a uma relação inóspita, onde ninguém consegue sobreviver, agressor versus vítima (que de minuto em minuto vão se alternando entre Érika e Walter) se enfrentam sexualmente, verbalmente e idealisticamente até o fim do filme, que, na cena final, coloca Érika, em sufocante desespero emocional, frente a uma solução pouco provável: saciar uma dor com outra dor ainda mais intensa.
Huppert é uma atriz completa, já trabalhou com os mais incríveis diretores do mundo, entre eles Claude Chabrol, um dos principais responsáveis pela absorção técnica e corajosa que a atriz foi fazendo em cada papel que representou. Sua conduta robótica, encontrada no gelo, esconde do espectador aquilo que é extremamente visível no seu andar, na sua sensibilidade de se mover e encarar a câmera: o adversário natural.
Haneke faz um filme forte, impactante até o último minuto, improvável até que alguém diga o contrário. E ele mesmo diz.



Virei fã de Haneke após Amour, não o conhecia, ainda estou devendo assistir A Professora de Piano.
ResponderExcluirGostaria de sugerir uma parceria entre nossos blogs. O que acha?
http://ocinematografo.blogspot.com.br/
Triste que o blog tenha parado.
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ResponderExcluirشركة رش مبيدات بالدمام
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Você passou colando em cálculo para farmácia usando o Photomath. Você cuspiu no prato que comeu. Você ficou me humilhando em analítica 1 por causa de iniciação científica, mesmo depois de eu ter te mandado um vídeo te ensinando como fazia para virar professora universitária. Você não esperou nem o semestre acabar para se voltar contra mim. Você passou colando em assistência farmacêutica, graças à cola, que a Maria Miceli (namorada do Fabrício Pereira dos Santos Maia) deu para você.
ResponderExcluirVocê está fazendo iniciação científica com bolsa no FitoFar e ainda viajou para a Europa com o dinheiro da bolsa de IC. Eu sei tudo sobre você, eu achei o seu perfil no Instagram de você viajando para a Europa com o dinheiro da bolsa de IC e o seu perfil no Linkedin:
https://www.instagram.com/p/C-q8YN5uQDP/
https://br.linkedin.com/in/ana-beatriz-lima-998a1779
Você publicou esses dois artigos científicos e nem sequer se deu ao trabalho de criar um perfil no currículo lattes:
https://doi.org/10.32712/2446-4775.2025.1888
https://doi.org/10.3390/plants15131998
O título do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é Bioprospecção de metabólitos de espécies maranhenses com potencial anti-SARSCoV. Depois que eu enviei um e-mail para a sua orientadora de TCC denunciando que você cola na prova e pedindo que ela parasse de ser sua orientadora de TCC. Você mandou o Fabricio Pereira dos Santos Maia mandar a amiga dela chamada Giulia fazer queixa para o meu pai. Você achou que isso iria me intimidar. Só que não deu certo. Eu não me arrependo do que eu fiz, eu faria de novo. Quer dizer fez o que fez comigo e agora vai se formar como farmacêutica como se não tivesse feito nada de errado?
Você é a prova que a coordenação da farmácia fecha os olhos para quem cola na prova. A coordenação da farmácia da UFRJ quer que todo mundo se forme como farmacêutico, mesmo que para isso, as pessoas tenham que usar métodos imorais como colar na prova.
Você não deve ter escrito nem uma linha desses dois artigos científicos, que você publicou. Você não tem como usar um conhecimento que você não tem para escrever esses artigos científicos. Quem cola na prova é porque não tem conhecimento para passar na prova estudando.
Você ainda fala que quer ser professora universitária. Será que você vai ensinar os seus alunos a passarem colando na prova também?
A Giulia devia ter ido à boca de fumo que tem encima da minha rua fazer queixa para o traficante. O traficante tem mais poder aqui em casa do que o meu pai. Em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino, que fornece material furtado para os traficantes fazerem barricadas.
A vida é boa para quem faz iniciação científica. Para quem não faz só resta morte. Eu não vou perder a minha bolsa.